Realização profissional varia  para cada pessoa, seja pela escolha área de formação ou inserção no mercado. Nessa hora, uma das principais dúvidas é se compensa realmente se tornar empregado ou ser seu próprio chefe.

Existem várias formas de empreender e conquistar a independência financeira de maneira formal ou informal, sendo profissional autônomo ou liberal. Mas você sabe a diferença entre essas duas categorias profissionais e porque a formalização através do MEI é tão importante?

Para te ajudar na escolha, continue lendo e descubra os benefícios e diferenças

 

Profissional autônomo

Um dos tipos de profissionais mais comuns presentes no mercado é o autônomo. Ele é uma pessoa física que não possui vínculos empregatícios com nenhuma empresa. O profissional autônomo tem a liberdade de trabalhar por conta própria, faz seus próprios horários e estabelecer os valores de acordo com o serviço que presta.

Por não ser um empregado formal de uma empresa, o profissional autônomo não tem direitos trabalhistas garantidos pela CLT. Porém, ele pode contribuir com a previdência social como contribuinte individual e garantir alguns benefícios como seguro saúde e aposentadoria, por exemplo. É obrigatório declarar a renda, como qualquer pessoa física.

Além disso, o profissional autônomo não precisa ter formação técnica ou acadêmica para desempenhar suas atividades, diferente do profissional liberal.

 

Profissional liberal

A principal diferença do autônomo para o liberal está justamente na qualificação profissional. Necessariamente, o profissional liberal possui algum tipo de formação universitária ou técnica, sendo médicos, mineradores, advogados, esteticistas, jornalistas, dentistas ou arquitetos que trabalham por conta própria ou carteira assinada.

Os profissionais liberais, geralmente, possuem sindicatos de categoria e conselhos que regulamentam suas profissões e aos quais devem contribuir financeiramente, como o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) os Conselhos Regionais de Medicina (CRM), por exemplo.

De certa forma, todo profissional liberal é autônomo e, por sua vez, também deve declarar o imposto de renda e contribuir com a Previdência Social, além de recolher o Imposto Sobre Serviços (ISS) arrecadado pelas prefeituras municipais.

 

Microempreendedor Individual

Como alternativa para a formalização de profissionais autônomos, foi criada em 2008 a categoria de Microempreendedor Individual (MEI). Neste caso, o profissional atua, ainda que por conta própria, mas como uma pessoa jurídica, ou seja, possui um CNPJ.

Para se tornar um MEI, o empreendedor deve faturar até 81 mil reais por ano e deve se cadastrar no Portal do Empreendedor. São critérios para se tornar um microempreendedor individual não ser sócio, administrador ou titular de outra empresa e exercer alguma das 400 atividades econômicas específicas.

A formalização de profissionais como MEI permite emitir notas fiscais e que ele tenha ao menos um empregado registrado na sua empresa, dentre outras vantagens.

 

Benefícios da formalização MEI

O Microempreendedor Individual contribui com impostos reduzidos com relação a outros tipos de empreendedores e seu registro é gratuito. Além disso, possuindo um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, existem condições especiais para financiamentos e abertura de contas bancárias, por exemplo.

Outras vantagem são os impostos. Além de poder emitir notas fiscais e facilitar a prestação de serviços, o MEI está enquadrado no Simples Nacional, ou seja, está isento de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, PIS, Cofins, IPI e CSLL e paga apenas um valor fixo mensal ao governo que garante ao Microempreendedor Individual benefícios previdenciários como afastamento por auxílio maternidade ou doença, pensão por morte e aposentadoria por idade ou invalidez

 

Agora que você já sabe a diferença e porque deve se formalizar, que tal conhecer maneiras eficientes para divulgar seus serviços como autônomo?