Estar regularizado como microempreendedor individual (MEI) traz muitos benefícios para seus clientes, possibilitando a emissão de nota fiscal e outros documentos, e ainda garantindo direitos trabalhistas do profissional. Uma das principais vantagens para o microempreendedor é a possibilidade de conseguir empréstimo empresarial.

O empréstimo para MEI é facilitado através de duas linhas (crédito e microcrédito) menos burocráticas, mas que ainda precisam ser bem avaliadas antes da contratação. Ter um crédito para estruturar ou investir em seu negócio é o cenário perfeito, mas ele ainda é um contrato que precisa ser cumprido (pago, no caso).

Antes de escolher uma linha de crédito para MEI, pesquise bastante para avaliar suas opções. Não esqueça de passar pelas seguintes etapas de pesquisa e organização.

 

Identificar a necessidade

São muitos os motivos que podem levar o microempreendedor a precisar de um empréstimo. Talvez seu interesse seja abrir um pequeno ponto de venda, ou então comprar uma nova máquina para produção de peças e produtos, investir em um curso profissionalizante, pagar dívidas, entre outras possibilidades. A ideia aqui é definir quais são as prioridades e necessidades para pedir um empréstimo empresarial.

Essa primeira avaliação ajuda a estimar o valor do investimento e contratar um crédito sob medida, evitando o endividamento mais a frente. Valores menores, geralmente até R$ 20 mil, são concedidos pelo microcrédito – que avalia, por exemplo, o faturamento e as garantias de pagamento.

Lembre-se sempre que o crédito para MEI não pode e nem deve ser contratado para cobrir projetos e finanças pessoais!

 

Pesquisar instituições financeiras

Este ponto é importante para escolher o melhor “fornecedor” para o empréstimo empresarial. Cada banco trabalhará com exigências, valores, datas e taxas específicas, o que precisa ser avaliado antes da contratação para evitar futuros problemas.

Nem todos os bancos oferecem a linha de microcrédito, outro ponto para se atentar caso esta seja a melhor opção para o seu negócio. Os documentos exigidos para a avaliação de empréstimo para MEI também mudam de acordo com a instituição: geralmente, são pedidos RG, CPF, comprovante de endereço e o Certificado de Condição do Microempreendedor Individual.

Analisar fatores de restrição

Esses fatores, que limitam o acesso ao crédito, são variáveis entre cada banco. É importante pesquisar as exigências de cada um, mas estar, no geral, regularizado: com documentos e registros em situação legal e demonstrar garantias de capital próprio.

Um faturamento muito alto, por exemplo, é impeditivo para contratar o microcrédito. Nessa modalidade, o crédito pode ser “pago” em forma da concessão assistida, quando um agente do banco vai até o local onde o microempreendedor trabalha e avalia as necessidades do negócio, entre condições de atendimento, produção e pagamento. Esse agente, então, passa a avaliar o empreendimento periodicamente e pode oferecer orientação quando necessário.

 

Organizar o pagamento

Aqui, vale reforçar dois pontos já citados: não usar o crédito para MEI nas finanças  pessoais e pesquisar muito antes de contratar um empréstimo. Mais cedo ou mais tarde, este valor precisa ser devolvido ao banco, com juros que vão variar entre cada um.

Considere que, durante o investimento no negócio, é preciso se organizar para cumprir os pagamentos. Pense em estratégias para poupar o lucro excedente e cumprir com a dívida mais tarde, evitando o efeito “bola de neve”. Contratar outro empréstimo para MEI não é opção para cobrir um anterior.

Essa organização financeira é indispensável para a manutenção do empreendimento, por isso, não deixe de conferir o e-book gratuito “Manual: 7 passos para diminuir a inadimplência no seu negócio”